quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A estrada não escolhida (Carlos Eduardo F. M.)



Duas estradas bifurcavam-se num bosque amarelo,
E lamento não poder ter seguido nas duas
E, por muito tempo, fui um viajante
E olhei para uma tanto quanto consegui
Para onde curvava-se nos arbustos;

Então escolhi a outra, igualmente bela,
E tendo talvez a melhor aparência,
Porque era relvada e menos usada;
Apesar de os transeuntes que lá passavam
Tivessem-na usado quase da mesma forma,

E ambas naquela manhã igualmente possuíam
Folhas que nenhum passo as tivesse enegrecido.
Oh, Deixei a outra para outro dia!
Mesmo sabendo que um caminho leva a outro,
Duvidei se algum dia lá voltaria.

Devo contar isto com um suspiro
Em algum lugar tempos e tempos atrás:
Duas estradas bifurcavam-se num bosque, e eu –
Eu escolhi a menos viajada,
E isso fez toda a diferença.

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Minha tradução livre do poema "The road not taken" de Robert Frost (1874–1963). Mountain Interval. 1920. Poema original em inglês: 4 estrofes de 5 versos, elaborados em 9 sílabas métricas (eneassilabo); esquema de rima - ABAAB.

3 comentários:

  1. Bacana ein Dudu!
    To acompanhando pelo Feed!

    Abraco

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  2. Amo trilhar o caminho da dúvida...da insegurança...numa prova de que somos seres inconstantes e mutáveis (ainda bem). Estaremos eternamente na corda bamaba...essa é toda certeza que temos.
    Abraços

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  3. Este poema é muito bacana e ja me ajudou muito quando tive que escolher a faculdade que iria cursar, foi depois dele que dei o meu veredito final e tenho certeza que um dia direi que isso fez toda a diferença

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