Há menos de 40 anos, a Coréia do Sul tinha uma educação deficiente, tal como acontece aqui no Brasil hoje em dia, e com um índice de analfabetismo pior que o nosso. Os fatores que levam a esse tipo de educação são inúmeros, mas não cabe apontá-los agora, de acordo com o nosso propósito.
Urge apenas ser dito que uma das providências tomadas pelos sul-coreanos para eliminar tal problema foi fazer um investimento pesado no ensino básico, tornando-o prioritário. Eles, astuciosamente, viram que o segredo para o sucesso educacional estava nas séries iniciais. Atualmente, basta apontar a Coréia do Sul como exemplo mundial de qualidade de ensino.
No Brasil, o ensino superior é priorizado, enquanto a educação básica é esquecida. Dessa forma, o aluno carrega toda uma problemática de um sistema educacional em ruínas, que começa desde os seus primeiros anos de estudo, até o término de sua vida acadêmica, isso quando há conclusão! Ao final desse processo, temos como resultado uma educação, no mínimo, comprometida.
Dentro dessa perspectiva, é no começo da vida acadêmica do aluno que deve ser feito um bom trabalho para que depois haja condições de um segmento com qualidade. E, neste ponto, dentre as muitas providências que deveriam de ser tomadas, não há como fugir da importância de existir uma obrigatoriedade por parte da LDB (Lei de Diretrizes e Base da Educação) de ser ensinada, pelo menos, uma língua estrangeira nas séries iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª).
Apesar de não haver essa obrigação, a grande maioria das escolas particulares da Grande Vitória oferta até mais de uma língua estrangeira para as séries iniciais, pois há uma enorme exigência dos pais para que novos idiomas sejam contemplados no currículo escolar. Já em uma ínfima quantidade de escolas do ensino fundamental (1ª a 4ª série) das redes públicas da Grande Vitória, a língua estrangeira é tratada como “projeto piloto”, ou seja, um teste para avaliar se o ensino de outra língua para as crianças é realmente bom ou ruim. E, na grande maioria das outras escolas redes municipais, a língua estrangeira, infelizmente, nem sequer existe.
Percorrendo na contramão de nossa realidade vexatória, diversas pesquisas mostram que as crianças estão aptas a aprender uma segunda língua com mais facilidade que os adultos, por exemplo, pois o cérebro infantil está em modificação contínua e os novos estímulos recebidos estão sempre criando conexões infinitas. Além do mais, o aparelho fonador dos pequenos tem uma capacidade enorme de adaptar-se aos mais variados sons e reproduzi-los com perfeição. Com a aprendizagem dessa nova língua ainda na infância, a pessoa, no futuro, não se sentirá intimidada e desconfortável em falar o novo idioma aprendido, assim também como não terá problemas em reproduzir sons que não existem em sua língua materna, neste caso, a língua portuguesa.
Por falar em língua materna, em tempo, ao contrário do que muitos pensam, o aprendizado de outra língua auxilia o próprio idioma nativo da criança, pois é através de sua língua mãe que o aluno faz a transferência do saber.
É vergonhoso sermos obrigados a admitir que a língua estrangeira ainda não esteja enraizada na base das escolas municipais da Grande Vitória, ainda mais nestes tempos de globalização e tecnologia, nos quais necessitamos tanto de outras línguas para compreendermos e sermos compreendidos, e para, efetivamente, fazermos parte do famigerado mercado de trabalho, cada vez mais exigente.
"No Brasil, o ensino superior é priorizado, enquanto a educação básica é esquecida. Dessa forma, o aluno carrega toda uma problemática de um sistema educacional em ruínas, que começa desde os seus primeiros anos de estudo, até o término de sua vida acadêmica, isso quando há conclusão! Ao final desse processo, temos como resultado uma educação, no mínimo, comprometida."
ResponderExcluirConcordo plenamente com esse trecho, e com relação ao ensino de inglês, no Brasil infelizmente não é priorizado, levado a sério o aprendizado de outra lingua como em outros países. Minha tia junto com seu marido e filhos, por exemplo, foram pra Bósnia Hezergovina a dois anos e lá o Inglês é realmente ensinado nas escola, lá você APRENDE o inglês. Meus primos sairam daqui falando português, voltaram esses meses a passeio falando inglês, bósnio e português, e um deles, o mais novo, vai começar no próximo semestre letivo a aprender o alemão. Até quando a situação do Brasil vai continuar do jeito que está? e olha que se a Bósnia fez, porque não nós (não desmerecendo a Bósnia, amo aquele país)... até quando ficaremos ESTAGNADOS?
Bom artigo !
ResponderExcluirGostei do seu blog e te linkei.
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