
Permitam-me, apenas por um breve instante, tomar emprestado um lugar-comum – a vida é dura! E justamente quando ela está mais dura, dura como um osso, é que eu me lembro de um filme que me inspirou e continua me inspirando, mesmo com o passar do tempo, e coloca tempo nisso! É através da rememoração desse filme que eu tomo coragem para sobrepor as dificuldades do dia a dia, de reinventar-me, de ser uma pessoa melhor em todos os sentidos.
Rocky, um lutador (Rocky) é realmente um filme inspirador. Produzido em 1976, esse longa-metragem dramático, escrito por Sylvester Stallone em apenas três dias e rodado em outros vinte e oito, com baixo orçamento, saiu melhor que a encomenda; tão melhor, que foi o ganhador do Oscar no ano seguinte (três ao todo, incluindo o de melhor filme).
O filme narra-nos a singela história de Rocky Balboa (Sylvester Stallone), um lutador de boxe amador da Filadélfia, que recebe uma ninharia por seu trabalho de coletar dinheiro para um agiota. Rocky é analfabeto e vive à margem da sociedade.
Porém, a vida desse pária social começa a mudar quando Apollo Creed (Carl Weathers), campeão invicto dos pesos pesados, escolhe o “garanhão italiano”, apodado também de Rocky, como seu oponente, pois o outro adversário agendado quebrara a mão, impossibilitando, assim, a luta. Neste ínterim, Rocky conhece o amor de sua vida, a retraída Adrian (Talia Shire), que trabalha em um pet shop.
Munido de uma força de vontade sub-humana e incentivado por seu treinador Mickey (Burgess Meredith), Adrian, Paulie (Burt Young), seu melhor amigo (irmão de Adrian) e conhecidos da vizinhança, Rocky treina, usando o seu eterno conjunto de moletom cinza e o gorro escuro, na gélida e acinzentada Filadélfia, em pleno inverno. E logo, à medida que o treinamento vai, gradativamente, ganhando em intensidade, temos a cena clássica de Rocky correndo pelas ruas da cidade, com a excelente música tema tocando (Gonna Fly Now) e o ápice, quando ele sobe pela escadaria do Museu de Arte Contemporânea e alcança o topo, saltitando com os dois braços erguidos e os punhos cerrados (gesto muito imitado por turistas!). Naquele momento, independente do resultado de sua luta derradeira, ele já era um campeão, sobretudo porque havia alcançado seu objetivo de entrar em forma, ultrapassando seus limites e vencendo, assim, o seu único e verdadeiro adversário – ele mesmo.
Confira um trecho da consagrada training scene de Rocky em HD e se inspire também:
Olhar para dentro de si. Sem dúvida é um exercício árduo e, por vezes, evitado por muitos.
ResponderExcluirÉ necessário exercermos esse olhar para entendermos quem de fato somos. Reconhecer nossos limites e vulnerabilidades é um processo doloroso, mesmo porque com o reconhecimento vem a necessidade de mudança de posturas. Vencer a si mesmo é o maior dos desafios e, sem dúvida, a maior vitória que se pode almejar.
Porém, exaustos pelas questões externas de nosso cotidiano, não nos sobra tempo, nem mesmo vontade de voltarmos o nosso olhar para o interior. Uma mudança de postura seria extremamente benéfica, visto que ao solucionarmos os nossos conflitos tudo a nossa volta se modificaria e todo fardo tornaria-se mais leve; nosso corpo adoeceria menos,a compreensão e a tolerância seriam maiores, as contrariedades magoariam menos....enfim....a batalha diária que travamos conosco é tão árdua que preferimos super-valorizar o que acontece ao nosso redor.
O fato é que a luta contra nós mesmos nunca cessa.Ignoramos os nossos conflitos interiores e,estes querendo ser reconhecidos,se mostram através do cansaço, da doença,do descontentamento. A força e a verdadeira vitória consistem em mediar esse combate desgastante e que acontece a todo momento.
Não desistir da batalha significa dar crédito a vida!
Paula Freitas
O texto descreve uma pessoa determinada e com objetivos planejados para vencer.
ResponderExcluirNao importa os desafios,o importante e’ ser vitorioso(a), basta acreditar!
ES
Lendo a sua descrição sobre o "Lutador", a imagem do filme me vem toda a cabeça, e a emoção, nesse momento, é inevitável; apesar de já ter assistido esse filme por várias vezes.
ResponderExcluirQuanto ao real objetivo do tema, não tem muito o que falar. O que se deve falar, já foi dito pelo comentarista acima. A verdade é que o mundo é construido, reformado e reformulado pelos heróis; porque os heróis são pessoas que fazem o que é necessário fazer, enfrentando as consequências. Heróis são pessoas que não se conformam com o comodismo,não conseguem permanecer adormecidos pela ignorância, ou desfocado pela falta de evolução. São pessoas que querem mais de si mesma, mais daquilo que os tornam maiores e melhores. São pessoas que dirigem todos os seus esforços no sentido de pontecializar o que determina nossa condição humana.É por isso meu amigo, que me inspiro não só em filmes como o "Lutador", mas em heróis como você, de carne e osso, que vence uma guerra todos os dias e ainda encontra tempo para escrever coisas maravilhosas como essas.